O Prêmio Mercosul 2026 está com inscrições abertas até 31 de agosto para trabalhos ligados à descarbonização e à transição energética. A 19ª edição da iniciativa aceita propostas de estudantes, pesquisadores e grupos de pesquisa de países do bloco e associados, com premiações em dinheiro que variam de R$ 20 mil a R$ 60 mil.

O tema oficial é “Descarbonização e Transição Energética para um Mundo mais Sustentável”. No Brasil, a organização é conduzida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em articulação com a Reunião Especializada de Ciência e Tecnologia do Mercosul.

Prêmio Mercosul 2026 tem cinco categorias

As inscrições são divididas em Iniciação Científica, Estudante Universitário, Jovem Pesquisador, Pesquisador Sênior e Integração, esta última voltada a grupos de pesquisa. Nas duas primeiras modalidades, o trabalho deve contar com supervisão de professor orientador, mas a autoria e a responsabilidade pela proposta permanecem com o estudante.

O primeiro colocado em Iniciação Científica receberá R$ 20 mil. Para Estudante Universitário, o valor é de R$ 30 mil; em Jovem Pesquisador, R$ 40 mil; em Pesquisador Sênior, R$ 50 mil; e na categoria Integração, R$ 60 mil. Em trabalhos coletivos, o prêmio em dinheiro será entregue ao autor principal.

Além da quantia financeira, vencedores poderão receber certificados e ter os trabalhos publicados em livro. Os interessados precisam consultar o edital completo para verificar limites de idade, formação, vínculo, composição de equipes, documentação e regras específicas de cada modalidade.

Transição energética orienta as propostas

O CNPq informa que as pesquisas devem contribuir para reduzir emissões de gases de efeito estufa e ampliar o uso de matrizes energéticas mais limpas e eficientes. Entre os tópicos possíveis estão armazenamento de energia, modernização de sistemas elétricos e soluções científicas ou tecnológicas relacionadas à transição para uma economia de menor carbono.

O recorte permite projetos de diferentes áreas. Engenharia e ciência dos materiais podem desenvolver baterias, redes e componentes; química pode investigar combustíveis e processos menos poluentes; ciências ambientais podem medir impactos; e áreas sociais podem estudar acesso, emprego, desigualdade e efeitos territoriais da transformação energética.

A qualidade do trabalho não depende apenas de apresentar uma tecnologia nova. Uma proposta competitiva deve formular claramente o problema, explicar método e resultados, mostrar relevância regional e indicar como a pesquisa pode contribuir para integração e desenvolvimento nos países do Mercosul.

Como preparar a inscrição até 31 de agosto

O primeiro passo é identificar a categoria correta e ler a íntegra do edital na página oficial do prêmio. O candidato deve conferir o formato exigido, os documentos, a forma de submissão, a necessidade de orientação e as condições para trabalhos individuais ou em equipe. Deixar o envio para o último dia aumenta o risco de falhas de conexão ou documentação incompleta.

Também é importante revisar referências, autoria, dados e autorizações usadas na pesquisa. Projetos com experimentos, informações pessoais ou possíveis impactos ambientais precisam demonstrar observância das regras éticas e institucionais correspondentes. Declarações e comprovantes devem refletir com precisão a situação acadêmica e profissional dos autores.

O prêmio busca não apenas reconhecer resultados, mas estimular cooperação científica no Cone Sul. A categoria Integração reforça essa dimensão ao acolher trabalhos coletivos, enquanto as modalidades estudantis ajudam a aproximar jovens da pesquisa aplicada a um desafio climático e econômico comum.

Na editoria de Ciência, o Folha 24 Horas recomenda que candidatos usem somente os canais oficiais do CNPq e do prêmio para inscrição e atualização de prazos. Informações compartilhadas em redes sociais devem ser confirmadas no edital antes do envio.