O eclipse lunar de agosto poderá ser observado em todos os estados brasileiros entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto de 2026. De acordo com informações do Observatório Nacional divulgadas pela Agência Brasil, o fenômeno começa por volta das 23h30, no horário de Brasília, e alcança o auge perto da 1h. A previsão é de que até 95% da Lua assuma aparência avermelhada.
O evento será parcial, mas a entrada de quase todo o disco lunar na parte mais escura da sombra da Terra deve produzir um efeito semelhante ao de um eclipse total. A observação depende das condições meteorológicas: nuvens, chuva e obstáculos no horizonte podem impedir a visão mesmo onde o fenômeno é astronomicamente visível.
Eclipse lunar de agosto: horário e condições para observar
O público não precisa de óculos especiais, filtros ou telescópio para acompanhar um eclipse lunar. Basta procurar um local seguro, aberto e com boa visão do céu. Ambientes afastados de iluminação intensa ajudam a perceber os detalhes, embora a Lua seja suficientemente brilhante para ser vista em muitas áreas urbanas.
O início informado para as 23h30 do dia 27 e o auge próximo da 1h do dia 28 usam o horário de Brasília. Moradores de estados com fuso diferente precisam ajustar o relógio local. A NASA classifica o evento de 27 e 28 de agosto como eclipse lunar parcial visível no Pacífico oriental, nas Américas, na Europa e na África.
O Observatório Nacional anunciou transmissão gratuita dos dois eclipses do mês em seu canal no YouTube. A alternativa é útil para quem estiver sob céu encoberto ou quiser acompanhar explicações técnicas. Antes da data, vale consultar a previsão do tempo e escolher um ponto de observação que não exija acesso a terreno isolado ou inseguro durante a madrugada.
Por que a Lua fica vermelha durante o fenômeno
Um eclipse lunar acontece na Lua cheia, quando Sol, Terra e Lua se aproximam de um alinhamento. A Terra bloqueia parte da luz solar e projeta duas regiões de sombra: a penumbra, mais clara, e a umbra, mais escura. No evento de agosto, a Lua entra quase totalmente na umbra.
A tonalidade cobreada ou vermelha aparece porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar a superfície lunar. A atmosfera espalha com mais eficiência comprimentos de onda azulados e permite a passagem de tons avermelhados, um processo relacionado ao que colore amanheceres e entardeceres. A intensidade percebida pode variar conforme condições atmosféricas e locais de observação.
Quem se interessa pelo céu também pode consultar a matéria do Folha 24 Horas sobre as Perseidas de 2026 e as condições de observação no Brasil. Chuva de meteoros e eclipse têm causas diferentes, embora ambos dependam de céu aberto para uma boa experiência.
Eclipse solar ocorre antes, mas não terá totalidade no Brasil
O outro fenômeno do mês é um eclipse solar total em 12 de agosto. A faixa de totalidade atravessa áreas do hemisfério Norte, incluindo partes da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e uma pequena região de Portugal. O Brasil não está no caminho da totalidade descrito pelas fontes consultadas.
Em eclipses solares, a regra de segurança é diferente: nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção apropriada. A observação exige filtros certificados pela norma ISO 12312-2 ou métodos indiretos seguros. Óculos escuros comuns, filmes, radiografias e improvisos domésticos não protegem a retina.
A diferença ocorre porque o eclipse solar envolve a Lua passando entre a Terra e o Sol, enquanto o lunar acontece quando a Terra projeta sua sombra sobre a Lua. Para o evento lunar visível no Brasil no fim do mês, a observação a olho nu é segura. A principal precaução será escolher um lugar acessível, acompanhar o clima e respeitar as condições de segurança do entorno.
Ciência
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