A baixa umidade do ar colocou cidades paulistas em atenção neste início de semana e aumentou a procura por informações sobre a Defesa Civil no Google Trends Brasil. Ribeirão Preto, Pradópolis e Barretos receberam aviso por SMS no domingo (19), depois que os índices ficaram abaixo de 30%, segundo relato publicado pelo G1 com base no órgão estadual.
Na capital, a previsão divulgada para esta segunda-feira (20) também aponta tempo seco, sol e máxima de 27°C. A umidade pode ficar perto de 30%, com valores menores em alguns bairros. O cenário exige hidratação frequente e mudança de rotina, especialmente nas horas mais quentes do dia.
Baixa umidade do ar: o que foi registrado em São Paulo
O aviso da Defesa Civil foi enviado por volta das 14h10 de domingo para moradores das três cidades do interior. Em Ribeirão Preto, o índice citado na cobertura local chegou a 27%, com temperatura de 28°C. O órgão atribuiu o episódio a um bloqueio atmosférico que favorece dias sem chuva e temperaturas elevadas para o período.
A condição não se limita a um único município. A Folha de S.Paulo informou, com dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, que a capital deve ter sol e estabilidade até quarta-feira (22). A possibilidade de chuva aparece a partir de quinta (23), mas previsões podem mudar e devem ser acompanhadas diariamente.
O CGE explica que a umidade relativa indica a quantidade de vapor de água presente no ar em comparação com o máximo possível na temperatura observada. Os menores valores costumam ocorrer à tarde, especialmente entre o fim do inverno e o início da primavera, embora bloqueios atmosféricos também possam produzir períodos secos fora desse intervalo.
Cuidados com hidratação, pele e atividade física
Na escala adotada pelo CGE, índices entre 21% e 30% representam estado de atenção. Nessa faixa, a recomendação oficial é evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h, consumir água com frequência e, sempre que possível, permanecer em locais protegidos do sol e com vegetação.
Ambientes internos podem ser umidificados com vaporizadores, toalhas molhadas ou recipientes com água, desde que sejam mantidos limpos para evitar fungos e mosquitos. Banhos excessivamente quentes e demorados tendem a agravar o ressecamento da pele. Pessoas que usam medicação ou têm doença respiratória devem seguir as orientações de seus profissionais de saúde.
Entre os efeitos associados ao ar seco, o CGE lista irritação nos olhos, sangramento nasal, ressecamento da pele e complicações alérgicas ou respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com asma, rinite ou outras condições prévias podem sentir desconforto com maior intensidade. Falta de ar importante, confusão, desmaio ou piora persistente exigem avaliação em serviço de saúde.
Tempo seco também amplia risco de incêndios
A redução da umidade aumenta o potencial de incêndios em pastagens e áreas florestais. Queimar lixo, folhas ou vegetação é especialmente perigoso nessas condições, porque o fogo pode avançar rapidamente e a fumaça piora a qualidade do ar. Ao perceber um foco, a população deve manter distância e acionar os serviços de emergência locais.
Os alertas por celular complementam, mas não substituem, a consulta aos canais oficiais. Mudanças de vento, temperatura e nebulosidade podem alterar o quadro ao longo do dia. A editoria de Saúde do Folha 24 Horas reúne outras informações de prevenção e serviço.
Em escolas e locais de trabalho, pausas para água e acesso a áreas sombreadas ajudam a reduzir a exposição. Organizadores de atividades externas devem considerar o horário, a intensidade do esforço e as condições individuais dos participantes.
Para os próximos dias, a orientação prática é simples: carregar água, reduzir esforço ao sol, observar crianças e idosos e acompanhar novas mensagens da Defesa Civil. A eventual chegada de chuva pode elevar a umidade, mas o cuidado deve continuar enquanto os índices permanecerem baixos.
Saúde
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