A expressão mulheres na Alesp ganhou força nas buscas após a divulgação da nova composição da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), eleita no primeiro turno de 2026. O resultado oficial reúne 28 deputadas estaduais, três a mais do que o número registrado na eleição de 2022. O Google Trends Brasil também apontou aumento do interesse por “deputados estaduais”, mas o indicador de procura não substitui os dados publicados pela Justiça Eleitoral.
A mudança amplia a presença feminina no Legislativo paulista, embora as mulheres ainda não representem a maioria das cadeiras. A Alesp tem 94 vagas; com 28 deputadas, a bancada feminina ocupará pouco menos de um terço do plenário. A diferença em relação a 2022 mostra crescimento, mas também indica que a representação continua distante da paridade entre homens e mulheres.
Mulheres na Alesp passam de 25 para 28 deputadas
A Assembleia Legislativa informou que 28 mulheres foram eleitas para a próxima composição. Em 2022, 25 candidatas haviam conquistado uma cadeira. O aumento de três vagas ocorreu em um pleito que renovou integralmente as 94 posições da Casa e que levou ao plenário nomes de diferentes partidos e trajetórias políticas.
Entre as eleitas está Eduarda Campopiano, do PL, que também liderou a votação geral para deputada estadual, segundo a notícia institucional da Alesp. A lista publicada pelo Legislativo paulista inclui ainda Sofia Favero e Paula da Bancada Feminista, ambas do PSOL, além de representantes de partidos como PT, PSD, MDB, Republicanos e outros. A relação completa deve ser conferida na publicação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que concentra os resultados oficiais.
Os números não significam que todas as eleitas terão as mesmas prioridades ou posições. A categoria “mulheres” descreve a composição de gênero, enquanto a atuação parlamentar dependerá dos partidos, das bancadas, das comissões e das pautas apresentadas durante o mandato. Essa distinção é importante para evitar que a estatística seja tratada como uma posição política única.
Como ficou a composição partidária da Alesp
O PL elegeu 27 parlamentares e seguirá com a maior bancada da Alesp. O PT ficou com 16 cadeiras, mantendo a segunda posição. PSOL e PSD conquistaram nove vagas cada. Os dados foram detalhados pelo G1 e aparecem em conjunto com a lista oficial divulgada após a apuração.
Na sequência, Podemos e Republicanos elegeram seis deputados cada; MDB e PP ficaram com cinco cada; União Brasil conquistou quatro cadeiras e o PSB, três. Missão, Novo, PRD e PSDB terão um representante cada. A soma das bancadas chega às 94 cadeiras da Assembleia e ajuda a dimensionar o equilíbrio que será formado na próxima legislatura.
A distribuição partidária também oferece contexto para a discussão sobre a presença feminina. O crescimento de três deputadas não ocorreu em uma única legenda, e a lista oficial precisa ser consultada para identificar a sigla de cada eleita. A análise da atuação futura dependerá da formação das comissões, da escolha da Mesa Diretora e das alianças que serão construídas depois da posse.
O que o resultado indica para a próxima legislatura
Uma bancada feminina maior pode ampliar a diversidade de experiências representadas no debate legislativo, especialmente em temas ligados a saúde, educação, proteção social, trabalho e segurança. Isso não determina automaticamente o conteúdo das leis, mas aumenta o número de parlamentares que chegam ao processo de formulação de políticas públicas a partir de trajetórias diferentes.
Ao mesmo tempo, 28 mulheres em um total de 94 cadeiras equivalem a aproximadamente 30% do plenário. O dado mostra avanço em relação ao ciclo anterior, porém ainda revela uma sub-representação quando comparada à participação das mulheres na população. O acompanhamento da legislatura deve considerar tanto o número de eleitas quanto a presença delas em posições de liderança e nos espaços de decisão da Casa.
O resultado também deve ser separado de projeções e listas de pré-candidatos divulgadas antes da votação. A referência para saber quem foi eleita é o resultado oficial do TRE-SP, enquanto a Alesp oferece informações institucionais sobre a composição e os nomes. Reportagens jornalísticas, como a do G1, ajudam a organizar os números e a explicar a distribuição das bancadas.
Na editoria de Política do Folha 24 Horas, as eleições estaduais serão acompanhadas a partir de documentos públicos, decisões eleitorais e informações verificáveis. A nova Alesp terá 28 deputadas e uma bancada majoritária do PL, mas os efeitos políticos do resultado só poderão ser avaliados conforme a próxima legislatura iniciar seus trabalhos e os parlamentares apresentarem sua agenda.
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