A chuva em Campinas atingiu um volume recorde para o mês de setembro: foram 152 milímetros acumulados nos dez primeiros dias de 2026, segundo dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), ligado à Unicamp. O resultado colocou o mês acima da marca anterior da série histórica e manteve a previsão de instabilidade para o fim da semana.

O tema ganhou força nas buscas do Google no Brasil depois que a chuva desta quinta-feira (10) provocou ocorrências na cidade e o acumulado passou a ser comparado com os registros históricos. Para acompanhar novas atualizações e outros serviços locais, o leitor também pode consultar a editoria de Cidades do Folha 24 Horas.

Chuva em Campinas supera marca registrada em 2015

O acumulado de 152 milímetros é o maior para um mês de setembro desde o início da série do Cepagri, em 1991. A marca anterior era de 148 milímetros, registrada em setembro de 2015. A diferença parece pequena em números absolutos, mas representa a superação de um recorde mensal ainda na primeira parte do período de observação.

O volume também equivale a quase duas vezes e meia a média histórica de chuva para todo o mês, calculada em 62 milímetros. Os dados divulgados pelo G1 indicam que apenas dois dos dez primeiros dias não tiveram registro de precipitação. Em 10 de setembro, a estação contabilizou 64 milímetros, um dos maiores volumes concentrados do período.

Para o meteorologista Bruno Bainy, ouvido pelo G1, a sequência resulta da combinação de frentes frias, episódios de chuva volumosa e ventos fortes em níveis elevados da atmosfera. Esse cenário favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades, mas não significa que todas as áreas da cidade recebam exatamente o mesmo volume no mesmo horário.

Previsão indica mais instabilidade até o fim de semana

Na atualização consultada na manhã desta sexta-feira (11), o Cepagri indicava temperatura entre 18°C e 27°C para Campinas e probabilidade de chuva de 90%. Para sábado (12), a previsão apontava mínima de 17°C, máxima de 24°C e chance de precipitação de 100%. A previsão meteorológica pode mudar ao longo do dia, especialmente quando há atuação simultânea de frentes frias e áreas de tempestade.

O G1 também informou que uma nova frente fria deveria manter as condições favoráveis à chuva em Campinas e na região até a segunda-feira (14). Em vez de interpretar a porcentagem como garantia de chuva contínua, o leitor deve entendê-la como indicação de possibilidade de precipitação em algum momento do período previsto.

O acompanhamento direto do Cepagri é importante porque traz dados locais de temperatura, umidade, vento e chuva acumulada. Essas informações complementam previsões mais amplas, que podem não refletir diferenças entre bairros, áreas rurais e municípios vizinhos da Região Metropolitana de Campinas.

Ocorrências exigem atenção em deslocamentos

A chuva forte de quinta-feira foi associada a alagamentos em um centro de saúde e a goteiras em escolas municipais, de acordo com o relato publicado pelo G1. Alunos foram remanejados internamente. Um ônibus do BRT também apresentou goteiras, e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou que faria uma fiscalização para identificar o veículo e retirá-lo de operação, se necessário.

Em dias de precipitação intensa, a orientação prática é evitar atravessar pontos com água acumulada, não tentar passar por áreas onde a correnteza encobre o asfalto e buscar rotas alternativas quando houver interdição. Motoristas e passageiros devem acompanhar comunicados da prefeitura, da Defesa Civil e dos serviços de trânsito antes de sair.

O recorde do Cepagri não permite prever sozinho como será todo o restante de setembro. Ele mostra, porém, que o começo do mês já se afastou de maneira expressiva do padrão histórico. A combinação de dados medidos, previsão atualizada e informação oficial ajuda moradores a planejar deslocamentos e a reduzir a exposição a riscos durante novos episódios de chuva.