Os temporais com granizo em SC levaram três municípios catarinenses a decretar situação de emergência após a passagem de uma frente fria entre a noite de terça-feira, 30 de junho, e a madrugada de quarta-feira, 1 de julho. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, ao menos 16 municípios registraram danos, com mais de 340 residências afetadas.

Schroeder, Timbó Grande e Guaramirim foram os municípios que decretaram emergência. Em Guaramirim, a Defesa Civil informou 150 imóveis atingidos e 400 pessoas desalojadas. Em Schroeder, foram 61 residências afetadas até o momento do boletim, enquanto Timbó Grande registrou danos em 40 habitações nas localidades de Schmidt, Três de Maio e Nova Cultura.

Temporais com granizo em SC causaram danos em casas

O principal impacto relatado foi em telhados, residências e estruturas vulneráveis à queda de granizo. A Defesa Civil catarinense informou que os temporais mais severos ocorreram no início da noite de terça-feira e vieram acompanhados de granizo de grande tamanho. A identificação dos núcleos de instabilidade por radares meteorológicos permitiu a antecipação de alertas à população.

Em eventos desse tipo, o dano costuma ocorrer de forma muito localizada. Uma cidade pode registrar telhados destruídos e ruas bloqueadas, enquanto áreas próximas têm apenas chuva forte. Essa irregularidade dificulta a percepção pública do risco, mas também explica por que o monitoramento por radar e os alertas regionais são decisivos.

Além das moradias afetadas, há reflexo sobre escolas, comércio, propriedades rurais, redes elétricas e atendimento social. Famílias desalojadas precisam de abrigo temporário, lonas, vistoria e eventual apoio para reparo de telhados. Quando o número de casas atingidas cresce rápido, o decreto de emergência ajuda a organizar resposta pública e acesso a recursos.

INMET manteve alerta para a Região Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia informou previsão de chuvas intensas, descargas atmosféricas, rajadas de vento acima de 80 km/h e possibilidade de granizo em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina nesta quinta-feira, 2 de julho, e sexta-feira, 3 de julho. O órgão também citou risco para o centro-norte do RS, Santa Catarina e sul e sudoeste do Paraná.

Na previsão específica para a Região Sul, o INMET apontou acumulados que poderiam superar 60 mm por hora ou 100 mm por dia em áreas sob aviso de grande perigo. A tendência indicada para sexta-feira é de redução dos temporais em boa parte da região, mas com queda de temperatura e possibilidade de geada entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul por causa da entrada de massa de ar frio.

A combinação de chuva intensa, granizo, vento e queda de temperatura aumenta a necessidade de acompanhamento constante. A mesma frente fria que provoca temporais pode abrir caminho para frio mais forte logo depois, ampliando o impacto sobre famílias com moradias danificadas.

Como agir durante novos alertas

A orientação de defesa civil, em situações de temporal, é procurar abrigo seguro, evitar áreas alagadas, não atravessar enxurradas e manter distância de árvores, placas e estruturas metálicas durante raios e vento forte. Em Santa Catarina, ocorrências podem ser comunicadas pelos canais de emergência 199 e 193, conforme orientações dos boletins oficiais.

Para quem teve telhado atingido, a prioridade é evitar reparos durante chuva, vento ou descargas elétricas. Subir em estruturas molhadas aumenta o risco de queda. O ideal é acionar equipes locais, registrar danos quando possível e seguir orientações da prefeitura e da Defesa Civil municipal.

A pauta deve seguir em atualização porque novos boletins podem alterar o número de municípios afetados, famílias desalojadas e áreas sob risco. Na editoria de Meio Ambiente, o foco é combinar serviço público, previsão meteorológica e verificação oficial, evitando imagens ou números sem origem confirmada.