O termo ciclone extratropical voltou a aparecer entre as buscas em alta no Google Trends Brasil nesta terça-feira (15). O sistema que se formou próximo à costa da Região Sul nos últimos dias já se desloca pelo Atlântico, mas seus efeitos não desaparecem no mesmo instante: a frente fria, a umidade transportada e áreas de baixa pressão ainda ajudam a organizar chuva e tempestades em partes do país.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que a formação do ciclone atingiu intensidade máxima no sábado (12) e avançou para o oceano. A previsão mais recente, divulgada na segunda-feira (14), passou a destacar a atuação de uma frente fria estacionária e de um canal de umidade entre o Norte, o Centro-Oeste e o Sudeste. Por isso, a notícia desta terça é sobre a continuidade da instabilidade, e não sobre uma nova chegada do sistema ao continente.
As projeções meteorológicas mudam conforme a posição das áreas de baixa pressão e a disponibilidade de umidade. O leitor deve conferir os avisos atualizados do INMET e da Defesa Civil local antes de sair, principalmente em áreas sujeitas a alagamento, enxurrada, queda de barreiras, vento forte ou descargas elétricas.
Ciclone extratropical se afasta, mas mantém efeitos
Um ciclone extratropical é uma área de baixa pressão associada a contrastes de temperatura e à passagem de frentes. O centro do sistema pode estar sobre o oceano e, ainda assim, influenciar o tempo em uma faixa extensa. A circulação de ar favorece a formação de nuvens, aumenta o vento em determinados setores e pode contribuir para chuva intensa quando encontra uma atmosfera carregada de umidade.
No episódio monitorado pelo INMET, a formação na costa sul esteve associada a instabilidades no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. O órgão também havia indicado possibilidade de granizo, rajadas intensas e tempo severo entre sexta-feira (11) e sábado (12). Esses avisos tinham validade para aquele período e não devem ser reutilizados como se fossem alertas novos.
A Agência Brasil registrou que o alerta vermelho do INMET previa deslocamento rápido do ciclone para o oceano. A informação é importante para evitar dois erros comuns: imaginar que todo ciclone atinge diretamente as cidades ou concluir que o afastamento do núcleo encerra imediatamente os riscos de chuva, vento e mar agitado.
Previsão desta terça e dos próximos dias
Para terça-feira (15) e quarta-feira (16), o INMET prevê chuva intensa no Norte e tempestades isoladas no Sudeste. As áreas mais concentradas de precipitação incluem o Rio de Janeiro, o sudeste de Minas Gerais, o Espírito Santo e São Paulo, sob influência do canal de umidade e de uma área de baixa pressão na costa do Sudeste.
Na Região Sul, a massa de ar frio mantém a possibilidade de geada em áreas de menor temperatura. Enquanto isso, o Matopiba, formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, segue com calor e baixa umidade em parte do período. A diferença entre regiões reforça a necessidade de consultar uma previsão local, porque o cenário nacional reúne chuva forte, frio, calor e tempo seco simultaneamente.
O informativo semanal do INMET, válido de 14 a 21 de setembro, projeta os maiores acumulados nas Regiões Sul e Sudeste. No Paraná, a atenção se concentra especialmente no litoral, no centro e no oeste. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os modelos indicam volumes que podem superar 100 milímetros em áreas do Campo das Vertentes, Zona da Mata, região serrana e norte fluminense. Projeção não é registro observado: os valores podem ser revisados a cada rodada.
Cuidados durante chuva, vento e trovoadas
Em caso de chuva forte, a recomendação é evitar atravessar ruas alagadas a pé ou de carro e procurar um local seguro antes que a água suba. Durante trovoadas, é prudente ficar longe de árvores isoladas, estruturas metálicas e áreas abertas. Objetos soltos em varandas e quintais devem ser recolhidos quando houver previsão de vento.
Moradores do litoral também precisam observar avisos marítimos, ressaca e mudanças na orientação das autoridades locais. O ciclone no oceano pode alterar vento e ondas mesmo depois de o centro do sistema se afastar. Agricultores, motoristas e serviços municipais devem basear decisões nos boletins mais recentes, não em vídeos ou mensagens antigas compartilhadas nas redes sociais.
O Folha 24 Horas reúne atualizações na editoria de Meio Ambiente e recomenda consultar o INMET, a Defesa Civil e os canais oficiais do município. A imagem de abertura é uma ilustração editorial gerada por IA, sem pretensão de mostrar o evento real.
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