Greve de ônibus em São Paulo foi retomada a partir da meia-noite desta quarta-feira (21), segundo a liderança dos motoristas que trabalhavam nas operações ligadas à antiga Transwolff. A categoria afirma que a paralisação ocorre depois de novas demissões e da falta de respostas sobre depósitos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O movimento se concentra no lote D10, na Zona Sul da capital. De acordo com a CNN Brasil, 34 linhas que atendem mais de 267 mil passageiros podem ser afetadas. A reportagem informou que a categoria decidiu cruzar os braços depois de receber um comunicado de demissão por justa causa e de considerar insuficientes os esclarecimentos apresentados aos trabalhadores.

Greve de ônibus em São Paulo: o que motivou a retomada

Os motoristas dizem que houve retaliação contra participantes da paralisação anterior e cobram comprovação dos recolhimentos de INSS e FGTS. Também está entre as reivindicações a definição de um plano de saúde para os funcionários. As acusações são apresentadas pelos representantes dos trabalhadores e não equivalem, por si só, a uma conclusão sobre eventuais irregularidades.

A CNN Brasil informou que procurou a SPTrans e a Transwolff, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem. O veículo registrou ainda que, na avaliação da categoria, um documento entregue aos trabalhadores não respondeu aos pontos discutidos durante a greve anterior. A continuidade do movimento dependerá das negociações e das medidas adotadas nas garagens.

A operação do sistema tem uma particularidade: a Prefeitura de São Paulo assumiu a gestão das linhas da Transwolff depois da caducidade do contrato com a empresa, em dezembro de 2025. Por isso, as informações oficiais sobre circulação e eventuais ajustes devem ser acompanhadas nos canais da SPTrans e da administração municipal.

Linhas afetadas e impacto para os passageiros

O episódio desta quarta-feira ocorre poucos dias depois de uma paralisação registrada em 19 de outubro. Na ocasião, o g1 informou que cerca de 260 mil passageiros foram afetados na Zona Sul e que o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para atender 37 linhas enquanto a circulação era normalizada.

A Agência Brasil também registrou a paralisação anterior e informou que a prefeitura considerou o movimento ilegal. Segundo a administração municipal, salários e benefícios estavam sendo pagos em dia, os depósitos de INSS e FGTS eram feitos integralmente pela SPTrans em juízo e o plano de saúde estava em processo de contratação. A prefeitura acrescentou que os dias não trabalhados seriam descontados.

Essas versões mostram que há uma divergência pública entre a categoria e o município. Para quem precisa viajar, a recomendação é verificar a situação da linha antes de sair, considerar tempo adicional e buscar informações atualizadas nos canais oficiais de transporte. A disponibilidade de ônibus de apoio pode mudar conforme a evolução da paralisação.

Os números divulgados nas reportagens se referem principalmente ao lote D10 e à região atendida pelas garagens envolvidas. Isso significa que o impacto pode ser diferente entre bairros e horários. Passageiros que dependem de conexões com terminais devem confirmar também o funcionamento das linhas alimentadoras e alternativas antes do deslocamento.

O que pode acontecer nesta quarta-feira

A retomada anunciada para a madrugada coloca a negociação entre trabalhadores, SPTrans e prefeitura no centro do impasse. A categoria afirma que não pretende voltar ao serviço sem esclarecimentos sobre as demissões e os recolhimentos trabalhistas. O município, por sua vez, sustenta que os direitos estão sendo cumpridos e que parte das questões depende de decisão judicial.

Até que haja novo acordo ou comunicado operacional, o cenário pode variar ao longo do dia. Acompanhe a editoria de Cidades da Folha 24 Horas para atualizações sobre mobilidade e serviços urbanos, sempre com a distinção entre fatos confirmados, alegações das partes e medidas anunciadas pelas autoridades.