A drenagem urbana será tema de um webinar promovido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) nesta quarta-feira (7), das 14h30 às 17h30. O encontro é gratuito, aberto ao público e terá transmissão ao vivo pelo canal da agência no YouTube. A proposta é discutir como as cidades podem se preparar melhor para chuvas intensas, reconstruir estruturas atingidas por eventos extremos e organizar os serviços de manejo de águas pluviais.
O evento foi anunciado pela ANA em um momento de atenção crescente aos impactos de alagamentos, enxurradas e deslizamentos em diferentes regiões do país. A pauta não substitui alertas meteorológicos nem representa uma previsão específica para esta quarta-feira. O foco é técnico e institucional: apresentar estudos, normas e experiências que podem orientar políticas públicas e investimentos municipais.
Drenagem urbana reúne especialistas em adaptação climática
A programação começa com a abertura de representantes da ANA, da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Depois, seis apresentações técnicas de 20 minutos cada abordarão a relação entre mudança do clima, recursos hídricos, reconstrução e regulação dos serviços públicos.
Entre os temas previstos está uma avaliação sobre mudança do clima e recursos hídricos, seguida de uma exposição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre a reconstrução de cidades a partir do sistema de drenagem. A Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (AGESAN-RS) também apresentará sua experiência regulatória após eventos extremos.
O programa inclui ainda uma apresentação sobre como a Norma de Referência nº 12/2025 trata a infraestrutura de drenagem, além de uma discussão sobre a Estratégia Nacional de Soluções Baseadas na Natureza. A ANA também deve divulgar um curso de educação a distância relacionado à norma. A programação detalhada está na página oficial do webinar.
Por que cidades resilientes precisam planejar a água da chuva
A drenagem costuma ser percebida apenas quando uma rua alaga, mas o serviço envolve uma rede de estruturas, regras e rotinas de manutenção. Galerias, canais, reservatórios, áreas de retenção, pavimentos permeáveis e soluções baseadas na natureza precisam ser pensados em conjunto com o uso do solo, a expansão urbana e a proteção de áreas de risco.
A legislação federal inclui a drenagem e o manejo das águas pluviais urbanas entre os componentes do saneamento básico. Por isso, a discussão envolve responsabilidades permanentes do poder público, planejamento de longo prazo e definição de padrões para a prestação do serviço. A Lei nº 11.445/2007 é a referência legal geral para esse conjunto de políticas.
Na prática, a resiliência depende de combinar obras estruturais com medidas de prevenção. Mapear pontos de alagamento, manter bueiros e canais, evitar ocupações em áreas vulneráveis, preservar espaços que absorvem água e preparar protocolos de emergência são ações que reduzem danos. Nenhuma medida elimina completamente o risco, mas a falta de planejamento pode transformar uma chuva intensa em uma crise maior.
A Norma de Referência nº 12/2025, citada pela ANA, busca dar parâmetros para a estruturação dos serviços de drenagem e manejo de águas pluviais. O debate desta quarta pode ajudar gestores e profissionais a entender como organizar responsabilidades, regulação e investimentos, especialmente em municípios que precisam reconstruir infraestrutura depois de desastres.
Como acompanhar o webinar da ANA
O evento será transmitido pelo canal da ANA no YouTube entre 14h30 e 17h30. Durante a última parte, das 17h às 17h30, haverá espaço para perguntas encaminhadas pelo público e para o encerramento. A participação é aberta, sem indicação de inscrição prévia na agenda oficial divulgada pela agência.
Para acompanhar a discussão, o leitor deve acessar os canais oficiais da ANA e conferir eventuais atualizações de horário ou do link de transmissão. A agenda pode interessar a moradores, estudantes, engenheiros, gestores, empresas de saneamento e organizações que acompanham políticas de prevenção. Outras informações de serviço público estão reunidas na editoria de Cidades do Folha 24 Horas.
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